sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia do Professor: vantagens de ser um

Eu e Emanuella, aluna do AEE
e do ensino regular desta escola

Ontem, Dia do Professor, quis sair do comum e deixar um pouco de lado o que, de alguma forma, me aborrece, entristece ou desestimula nesta profissão.

Como tudo na vida, ser professor tem suas vantagens e desvantagens. Já que todos sabem as desvantagens - de cor e salteado -, vou escrever sobre as vantagens de realizar o belo trabalho de contribuir para a formação dos homens do futuro.

Para começo de reflexão, se você quer ver alguma vantagem em ser professor, precisa fazer ou ter feito esta escolha por vocação, jamais por status ou por dinheiro. Se este é o seu caso, provavelmente, concordará comigo em vários pontos:

* ao ensinar nós também aprendemos e nos atualizamos todos os dias;

* convivemos com alunos de diferentes faixas etárias e adquirimos mais experiência em tempo recorde;

* somos pontes e fontes, ao mediar o conhecimento, além de ajudarmos a construir um mundo mais justo e solidário de pessoas conscientes, críticas e que reivindicam seus direitos;

* ao ministrarmos aulas, podemos conquistar o respeito, a amizade e a admiração dos nossos alunos para o resto da vida;

*temos amigos nos mais diferentes setores da sociedade. É bastante comum encontrarmos alunos e ex-alunos que, na maioria das vezes, nos recebem com um sorriso de satisfação e relembram, com saudade, o tempo passado nos bancos escolares - e isto é gratificante;

* vez por outra, somos surpreendidos com gestos de carinho e gratidão que fazem nossa auto-estima ir às alturas;

* e depois da missão cumprida, de ambas as partes, sentimos prazer e alegria ao vê-los brilhando. Sabermos que temos uma parcela de contribuição no seu êxito é impagável. Este resultado concreto do nosso trabalho é uma prova da relevância desta profissão.

Para ilustrar, vou lhe contar alguns exemplos de situações que só o privilégio de ser professora me fez viver...

Há poucos anos, fui a uma missa, na catedral da cidade onde nasci. Segundo ouvi, em uma rádio local, lá iria acontecer uma cerimônia de diaconato (na hierarquia da Igreja Romana, é a primeira ordem clerical – a que antecede ao presbitério) de dois ex-alunos meus. Missa solene. Igreja lotada. Na hora da comunhão, foram formadas várias filas para distribuição das hóstias consagradas. Tomando como base a minha localização, optei pela fila mais próxima, justamente, uma na qual quem distribuía a Eucaristia era um dos novos diáconos. Ele fora meu aluno nos dois últimos anos do ensino médio. Oriundo de uma pequena cidade, estudando, simultaneamente, no seminário e numa escola particular de ensino regular, ele se afeiçoara a mim porque sempre procurei ajudá-lo a superar algumas deficiências do estudo básico, realizado em sua cidade natal. Costumava lhe emprestar gramáticas, paradidáticos e lhe tirar dúvidas, sempre que solicitada. Em síntese, nos tornamos amigos. Era admirável o seu interesse pelos os estudos e isso nos aproximava. Ele tinha sede de aprender e eu de ensinar. Após a conclusão do curso, o jovem aluno foi, para um estado vizinho, dar continuidade aos estudos, pois realmente tinha vocação para padre e, então, perdemos o contato. Nosso reencontro foi, exatamente, na hora da Comunhão. Quando chegou a minha vez de receber o Corpo de Cristo e, ele me viu, ficou tão surpreso e feliz que ao invés de dizer “o Corpo de Cristo”, ele disse: “professora!!!” Imagine a cena: todas as pessoas próximas ficaram olhando, tentando entender o comportamento do meu querido ex-aluno.

Recentemente, fui à uma exposição no IFRN (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte) a convite de uma ex-aluna. Ela foi ao meu local de trabalho, exclusivamente, para me fazer o convite. Atendi. Não poderia recusar. Lá chegando, mais uma bela surpresa: dezenas de ex-alunos me cumprimentado, abraçando, elogiando, relembrando e reconhecendo a importância da passagem desta professora em suas vidas. Foi maravilhoso. Senti-me realizada e em casa.

No atendimento educacional especializado, aos alunos com deficiência, aprendo lições diárias com aquelas crianças. Elas me surpreendem a cada dia e, geralmente, nos despedimos a contragosto, após cada aula.

Hoje, recebi várias mensagens dos alunos da escola regular e duas delas reforçam o que tentei mostrar até momento: as vantagens de ser professor. Na primeira, o aluno Pedro Henrique escreveu o seguinte: “O professor, para mim, é como uma luz que ilumina o caminho melhor para a gente seguir”. Na segunda, da aluna Luana Karoline, estava escrito: “Josselene, você é a chave que abre a porta do meu futuro.”

Então, eu lhe pergunto: vale ou não vale a pena ser professor?

Postado por Josselene Marques.
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3 comentários:

Anônimo disse...

Josselene:

Ser professor é muito gratificante porque nós trabalhamos com o ser humano. É uma dádiva de Deus ter essa vocação. O papel do professor é formar cidadãos conscientes e éticos.
É uma bela missão. Parabéns!

Socorro Rebouças.

Enf° Tiago Rodrigues disse...

sou academico de ENFERMAGEM da cidade de Juazeiro do norte, e fiquei fascinado com o texto dia do professor...
O texto me ajudou muito a compor uma pesquisa relacionada a disciplina de ensino e aprendizagem. O qual iria descrever as vantagens de ser professor!!!! e se me perguntarem se vale ou não a pena ser professor... concerteza direi SIM. OBRIGADO !!!!

Enf° Tiago Rodrigues disse...

sou academico de ENFERMAGEM da cidade de Juazeiro do norte, e fiquei fascinado com o texto dia do professor...
O texto me ajudou muito a compor uma pesquisa relacionada a disciplina de ensino e aprendizagem. O qual iria descrever as vantagens de ser professor!!!! e se me perguntarem se vale ou não a pena ser professor... concerteza direi SIM. OBRIGADO !!!!